Nossa visão
Imagine que eu tenho minha própria empresa. Vamos dizer, uma gráfica. Vamos chamá-la "Gráfica do João" ou GdJ para encurtar. A GdJ faz os melhores trabalhos gráficos... de longe muito mais barato que as gráficas conhecidas. Como conseguimos isso?
Desde o início na GdJ, nós usamos software livre.
Para tarefas básicas, nós usamos GNUcash. Nosso software de gestão de fornecedores é o OpenERP e nosso sistema de relacionamento com clientes é o SugarCRM. Para banco de dados adotamos o MySQL, que atende todas as nossas demandas.
Todos os nossos servidores, naturalmente, usam Linux. Os servidores de internet - isso está implicito - usam Apache 2 e PHP para servidor de aplicações. Na verdade, toda nossa automação de tarefas rodam sobre PHP, que são simples de serem mantidas.
Nosso servidor de diretório é o OpenLDAP, com replicação entre servidores usando slurpd. O sistema de correio é Postfix, mas estamos planejando migrar para algo mais integrado como o OpenXChange.
Apesar de termos começado com desktops Windows, estamos migrando para desktops Linux. Usamos o Gnome como interface, mas algumas pessoas usam KDE. Nosso programa de correio eletrônico é o Evolution, e navegação na internet é obviamente feita pelo Firefox (o que mais?).
Nossa ferramenta de escritório padrão é OpenOffice.org, que usamos para processamento de texto, planilhas e apresentações.
Então, esta é uma visão superficial do nosso ambiente.
Outro dia, uma grande companhia de software veio até nós na tentativade fazer uma completa revolução na nossa arquitetura. Sua proposta era:
- Nós teríamos que pagar uma taxa inicial para aquisição da licença de uso;
- Todo ano teríamos que atualizar e pagar uma taxa de manutenção;
- De tempos em tempos, nós teriamos que re-licencear o software, quando a versão antiga não fosse mais suportada;
- Quando pagarmos pela nova licença, teríamos que obrigatoriamente atualizar nosso hardware;
- Não havia acesso ao código fonte, então estaríamos nas mãos do fabricante para adicionar as funcionalidades que precisássemos;
- Também não havia suporte pela comunidade, então ficaríamos na mão do fabricante para qualquer ajuda mais complicada;
- A inovação do produto estaria presa a vontade do fabricante em continuar o projeto, não baseadas nos méritos do produto e na habilidade do produto agregar mais pessoas para aumentar suas funcionalidades;
- Segurança seria baseada na promessa do fabricante em proteger o produto adequadamente de ataques internos e externos, não é algo em que grupos independentes pudessem verificar diariamente através de revisões.
Após ouvir a proposta desta empresa, nós educadamente mostramos a porta.